Sardinha em azeite de oliva 3/5
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Sardinha em azeite de oliva 3/5

3,85 €
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As nossas sardinhas em azeite combinam tradição e a máxima exigência. Selecionadas e evisceradas de forma minuciosa, são submersas em azeite de máxima qualidade. Elaboradas artesanalmente com ingredientes 100% naturais (68,3% sardinha, 30,7% azeite e sal), são perfeitas para preparar aperitivos especiais ou saladas requintadas no dia a dia.

Conservar em local fresco e seco. Uma vez aberta a embalagem, recomenda-se manter refrigerada e consumir no prazo de 24 horas.

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Pescado
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A Sardina pilchardus, conhecida popularmente como sardinha, é um dos peixes azuis (gordos) mais emblemáticos do oceano Atlântico e do mar Mediterrâneo. Este peixe, que se desloca em cardumes densos por águas abertas, destaca-se pela sua silhueta esguia de dorso azul-esverdeado e flancos prateados. A sua alimentação, baseada principalmente no plâncton que filtra da água, determina o seu elevado teor de gordura cardioprotetora, especialmente ácidos gordos ómega-3.

A abundância sazonal deste recurso nas costas obrigou desde a antiguidade à procura de fórmulas para prolongar a sua vida útil. Embora os romanos já utilizassem técnicas de salga nas feitorias da península, a verdadeira revolução chegou com a técnica do enlatamento e da esterilização térmica no século dezanove. Este avanço permitiu capturar a sardinha no seu momento ideal de gordura e sabor para mantê-la intacta durante anos numa despensa.

Neste contexto, as rias da Galiza converteram-se no epicentro da conserva de peixe de alta qualidade. A tradição conserveira galega forjou-se graças à chegada dos pioneiros catalães no final do século dezoito, que introduziram métodos de prensa e salga que mais tarde dariam lugar à conserva em azeite. A combinação de uma matéria-prima excecional, obtida através de artes de pesca tradicionais e sustentáveis, com um saber-fazer transmitido de geração em geração, consolidou a região como uma referência internacional.

O valor diferencial das conservas galegas reside no respeito absoluto pelo produto. O processo exige que o peixe fresco passe no menor tempo possível do mar para a fábrica para evitar a sua oxidação. A decapitagem e a evisceração são realizadas através de um meticuloso trabalho manual que preserva a estrutura da peça. O posterior tostado ou cozedura a vapor estabiliza a carne antes de a introduzir de forma ordenada na lata. O líquido de cobertura, habitualmente o azeite, desempenha um papel crucial que vai além da simples conservação. Com o passar dos meses na cave, o azeite interage com os sucos naturais e a gordura da sardinha, maturando o produto e desenvolvendo uma textura melosa e um sabor redondo que melhora com o tempo. O resultado é um alimento de elevada densidade nutricional, rico em proteínas e cálcio, que concentra a essência do mar num formato estável e acessível.